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Editorial Geral 

Você Sabia!!! Como Trocar Dinheiro Danificado?

Ninguém gosta de nota rasgada. Nem quem tem, nem quem recebe. No entanto, a população precisa ficar atenta: nenhuma instituição financeira pode se recusar a trocar cédulas danificadas, segundo o Banco Central. Todas têm a obrigação de substituí-las por uma nova. Além das depredadas, cédulas com rabiscos, símbolos ou quaisquer marcas estranhas também podem ser trocadas por outras novas.

No meio comercial alguns estabelecimentos não deixam de receber notas rasgadas, mesmo sem ter essa obrigação.

“Nós aqui recebemos normalmente. Guardamos as notas e no fim do mês o gerente leva no banco e troca”, disse a caixa da Padaria Gran Rio.

Já o militar André de Melo, 48, não gosta de ficar com cédula rasgada: “Eu troco todas que eu posso antes de dar em algum estabelecimento comercial. É melhor se prevenir”.

De acordo com a economista do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Ione Amorim, as notas rasgadas e depredadas podem ser usadas, mas é comum não serem aceitas nos estabelecimentos. “Por causa da forma física da cédulas, os vendedores não querem aceitar. Eles têm esse direito também. Quando isso acontecer, é só ir no banco trocar”, recomenda.

Questionado pela nossa redação, o Banco Central ressaltou que as cédulas podem ter ou não valor em função do grau de dano apresentado. Dependendo, elas serão encaminhadas para destruição. As desgastadas pelo tempo, rasgadas ou até mesmo pela metade podem ser utilizadas e trocadas por novas nos bancos. As instituições financeiras têm a obrigação de receber as notas mesmo em estado ruim.

No entanto, alguns consumidores já receberam a negativa dos bancos. É o caso da aposentada Maria de Barros, 68. “Cheguei à agência bancária e o funcionário informou que não tinha autorização para fazer a troca. A minha solução foi depositar o dinheiro na minha conta pelo caixa eletrônico”, contou ela.

Gastos

Em 2017, o Banco Central gastou R$ 295,3 milhões com a reposição de 1.137 milhões de cédulas sem condições de circular – rasgada e sujas..

BC desmente boatos na Internet

No começo do mês de maio, nas redes sociais e WhatsApp circularam fotos de cédulas carimbadas com a imagem do ex-presidente Lula e a mensagem “Lula Livre”, durante o processo de prisão.

Mensagens falsas circularam pela internet com o seguinte informativo: “Banco Central acaba de divulgar que a rede bancária está proibida de receber notas com carimbo ‘Lula Livre’. Se receberem tais notas, os bancos deverão chamar a polícia. O portador estará sujeito ao Artigo 163 do CP [Código Penal]”.

Em comunicado, o Banco Central esclareceu que, ao contrário do que foi divulgado, as notas não perdem o valor. “Cédulas com rabiscos, símbolos ou quaisquer marcas estranhas continuam com valor e podem ser trocadas ou depositadas na rede bancária. As notas descaracterizadas apresentadas na rede bancária serão recolhidas ao Banco Central para destruição”, diz o texto.

A nota da autoridade monetária informava ainda que o comércio não é obrigado a aceitar as notas, mas os bancos são.



O caminho do dinheiro

   O Banco Central tem, entre as suas responsabilidades, o gerenciamento do meio circulante, que nada mais é do que garantir, para a população, o fornecimento adequado de dinheiro em espécie. É o dinheiro vivo que facilita transações do dia a dia.
O Conselho Monetário Nacional é quem autoriza a emissão de dinheiro no Brasil sempre buscando que a quantidade de dinheiro em circulação seja adequada às necessidades do país.

A quantidade disponível deve ser suficiente para atender às necessidades dos consumidores e das empresas. O governo mantém a quantidade de cédulas e moedas aderente ao ritmo da economia.
A partir da deliberação do Conselho Monetário Nacional, o Banco Central encomenda o novo numerário ao fabricante.

Após a fabricação as notas e moedas seguem para o Banco Central de onde são encaminhadas ao Banco do Brasil, que é contratado para distribuir o dinheiro entre os demais bancos. Por esse trabalho, fiscalizado pelo Banco Central, o distribuidor é chamado de custodiante. 
O Banco do Brasil ajuda o Banco Central também no serviço de recolhimento de notas e eventualmente moedas em mau estado ou suspeitas de falsificação. É importante saber o que fazer com notas e moedas inadequadas à circulação.

Ao receber as cédulas e moedas recolhidas pela rede bancária, o Banco Central promove o chamado saneamento do meio circulante: analisa as notas e as moedas e destrói as que não tiverem condições de circular.

O BC solicita a impressão do dinheiro à Casa da Moeda. Esse dinheiro é distribuído pelo país pelo custodiante.

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